Principais diferenças entre fluxo de caixa e orçamento!

A gestão financeira é o calcanhar de Aquiles da grande maioria dos pequenos e médios negócios, esta dificuldade se dá pelo grande esforço operacional e infraestrutura necessária para implementar um departamento financeiro profissional e eficiente.



Porém, para pequenos e médios negócios esta infra estrutura quase nunca cabe no orçamento, montar uma estrutura mínima com um assistente, um analista e um software de gestão financeira onera de mais o “orçamento” inviabilizando a implantação deste departamento.


Logo, estes negócios executam o básico da gestão financeira muitas vezes realizada pelo proprietário quando sobra algum tempo, em alguns casos até possuem um sistema de gestão mas a parte financeira é realizada através de planilhas de Excel.


Vivendo num mundo tecnológico e extremamente competitivo, a busca de conhecimento se torna fundamental para garantir maior eficiência operacional e assim sobreviver no mercado. Através destas buscas é possível se deparar com várias ferramentas de gestão, entre elas o fluxo de caixa e orçamento.


Aqui temos duas ferramentas de gestão muito importantes para gerir qualquer negócio. Mais do que escolher qual é a melhor ferramenta a ser usada, é preciso entender que estas ferramentas por si só não asseguram uma perfeita gestão. Elas na verdade são o resultado do trabalho bem feito na base da operação financeira que tem início no recebimento, na organização, na classificação e no cadastro dos documentos no contas a receber e no contas a pagar. Mas este é um outro assunto que trataremos em outro artigo.


A diferença entre o fluxo de caixa e orçamento está na data em que uma despesa ou receita é reconhecida no seu controle, o orçamento se refere ao regime de competência, ou seja, a data que aconteceu o faturamento.

Enquanto o fluxo de caixa se refere ao regime de caixa, que contabiliza tudo que entrou e saiu do caixa da empresa do primeiro ao último dia do mês.


Vamos entender o regime de competência com um exemplo:


Uma venda de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) foi feita no dia cinco do mês e está parcelada em 30, 60, 90 dias. A competência desta venda é o dia 5 e por sua vez está orçado o valor de R$ 10.000,00 para entrar no caixa da empresa nos próximos noventa dias. Resumindo, vendi mas não recebi, o valor está orçado para entrar no caixa em três parcelas iguais nos próximos noventa dias.


O regime de caixa retrata a realidade do que acontece no caixa da empresa dentro do mês vigente, ou seja, as parcelas das vendas que vão entrar no caixa separadamente.


Mas qual destas ferramentas é a mais adequadas para gerir um negócio?


O ideal é usar as duas, enquanto que com o orçamento se define o que está previsto para entrar no caixa da empresa como receita, e sair do caixa como custos e despesas ao longo de um período – o que chamamos de previsto – com o fluxo de caixa controlamos o que realmente aconteceu – o que chamamos de realizado.

O orçamento (regime de competência) deve ser usado para planejar, para estabelecer metas tanto de vendas quanto redução de custos.


O fluxo de caixa deve ser utilizado para fins de alavancagem financeira, uma vez que a operação fez devidamente os controles no contas a pagar e no contas a receber, esta ferramenta vai apontar a real necessidade de capital de giro estabelecendo as metas que o comercial deve alcançar, bem como os limites de custo que a empresa deve cumprir.



Gilson Soares

CEO Founder da INNOVALI®, Palestrante, Especialista em Gestão de Negócios e BPO Financeiro.

Graduado em Administração de Empresas e MBA em Gestão de Projetos.

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