Negócios e tendências pós pandemia

Historicamente grandes acontecimentos no mundo trouxeram mudanças nos comportamentos das pessoas, na economia e nos negócios.


Desde desastres naturais como terremotos que arrasaram Porto Príncipe, no Haiti, em 2010, ou tragédias humanas como o atentado de 11 de Setembro, em 2001 que são combatidos por ações imediatas.


Em todas as vezes, esses acontecimentos geram reflexões e mudanças. Porém, nenhuma calamidade, por terrível que tenha sido, alterou ao mesmo tempo aspectos sociais, econômicos e ambientais, os três pilares que definem o desenvolvimento sustentável, em escala global como o que estamos passando.


Mas quais serão as lições que teremos aprendido? Como será o cuidado com a nossa saúde? Como serão as ações rotineiras, aquelas do dia a dia? O mercado de consumo e muitas outras coisas até mesmo a nossa espiritualidade? Ninguém tem tantas respostas ainda.


Já estamos passando por movimentos obrigatórios impostos como o isolamento social que já dão um sinal para as respostas, as liberações para alguns atendimentos pela telemedicina, soluções de inteligência artificial que já estão auxiliando a analisar a saúde de pacientes.

Outras mudanças são do aprendizado que tivemos, como higienização e medidas de segurança, controles de acesso em fronteiras para evitar contágios de diversas doenças infectocontagiosas. Os direitos individuais para rastreamento de pessoas no controle de epidemias deverá ser discutido, como o ocorrido com nosso presidente sobre informação do seu exame se tornar público ou não.


Mas como será o mundo pós coronavírus? Uma coisa é certa, e como disse Mario Sergio Cortella recentemente, “A natureza é muito maior que o Homem”. É como se naturalmente o mundo estivesse se auto regulando a uma situação que nós humanos não temos o que fazer.

Já os líderes no mundo dos negócios, devem se adaptar. Alterar a forma como estamos acostumados a realizar nosso trabalho, da nossa equipe, e até o mais resistente terá que aceitar, como um exemplo é o trabalho à distância. E quando você se adapta, percebe os benefícios dessa mudança como a redução de custos e aumento da produtividade das empresas.


Os novos padrões de comportamento provavelmente serão a confirmação de tendências que já se desenhavam. Esse vírus pode ser o catalisador que faltava.


Todo produto e serviço precisa se adaptar e os líderes terão que encontrar uma nova maneira de ser entregue. Por exemplo, lojas físicas como de roupas e sapatos, serão redesenhadas como espaços de experimentação. As compras e entregas poderão ser feitas no conforto da sua casa, porém uma entrega mais ágil, pois esse é um dos principais desafios para este público de compras online.


Veja a loja AMARO de vestuário feminino, que já trazia uma nova experiência de loja, onde você pode experimentar os últimos lançamentos da marca e realizar a compra online dentro da loja se preferir. A loja será para tirar as dúvidas sobre o produto, finalizar a compra com ajuda de uma vendedora especializada em moda e estilista e receberá os produtos em casa no mesmo dia. Isso já existe mas após essa crise teremos um movimento maior nessa tendência.

E aqui está uma observação importante onde diversas redes de franquias espalhadas pelo mundo terão que se reinventar, talvez não sendo mais necessário a quantidade de lojas físicas com estoques espalhados, mas sim centros de distribuição com logística inteligentes e integradas.

Se falarmos no ramo de viagem e turismo, fica fácil de avaliar hábitos que irão mudar radicalmente, pelos simples fatos de redução de custos e tempo gastos em deslocamentos, que poderão ser substituídas pelas chamadas de vídeo. As empresas irão investir em infraestrutura adequada para transformar uma reunião online em uma experiência mais próxima da realidade.

As viagens de lazer serão trocadas por destinos junto a natureza e em lugares que tenham menos concentração de pessoas.


Já na educação, teremos uma mudança enorme, principalmente em se falando em educação online que está se provando no meio da crise. Muitos que diziam que não era eficiente já estão com seus cursos online e aproveitando o tempo a mais que tem para se atualizar.

Haverá uma revolução na forma como se aprende em todos os níveis, pois escolas que cobram uma fortuna de mensalidade terão que se reinventar, pois cursos de curta duração ganharam mercado nesse momento, por diversos motivos como mais rápidos, práticos, focados em especialização e muito mais baratos. As empresas de educação e o MEC deverão se comunicar com o mercado constantemente para entender as necessidades e entregar o que realmente está sendo demandado e não mais da forma como as universidades entregam hoje aos seus alunos.

E para finalizar, uma frase que pode ser utilizada para reflexão: “Não existe setor da economia ou tamanho de negócio que possa dizer: eu não tenho necessidade de investir no digital. Quem pensar assim não tem futuro. “

Davi Gatto é formado em Engenharia e MBA em Adm. de Empresas pela FGV e Gestão de Projetos PUM/MG. Sócio administrador da Result Consultoria & DH.

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